O frio voltou ao reino e nem mesmo o sol conseguiu minimizar o
desgosto súbito que senti com este retorno. A minha sorte foi que a jornada
cortando o vento foi para encontrar uma portuguesa muito simpática que
me levou a casa, à infância, aos jogos em família, ao super mário.
Este frio estava a querer trazer a mim a saudade de ontem...
Sim, porque ontem foi mesmo daqueles dias em que este post podia ser meu, porque, de facto, quando entra aquela saudade pegajosa, de letra de fado, que não há mantra que espante, yoga que salve ou música que ajude, é mesmo difícil. Mas como eu ontem optei por encarar a coisa escrevendo palavras gostosas e optimistas, ao dia de hoje fui brindada com muitas palavras simpáticas de Portugal, que eu senti como um abraço gigantesco e que acalmaram muito este desatino. Depois, mais uma bênção, a de uma tarde em português com aquelas conversas que puxam histórias boas!
Dentro do café tudo bem, tudo quentinho, depois também, em conversa boa, mas.... no regresso a casa... e a cada passo que dava, a cada chapada do vento com o frio a abraçar-nos com aquela força gigante de quem te aperta sem tréguas, encolhe o coração outra vez, junto os ombros apertados e enquanto subo no elevador pergunto: "mas o que faço aqui!"
Entro em casa, recebem-se sorrisos e ... "temos para ti dois scones e chocolate quente"
... e mesmo num dia em que os sentimentos andam ali no fio da navalha sem saber bem para onde querem cair, se para a nostalgia desastrosa ou para a alegria desmedida de ter encontrado um sorriso amigo e generoso... ficam quietos, naquele sítio mais calmo, onde é tão bom estar... e nos faz sentir em casa!
a todos os que me escreveram ontem, muito obrigada!

Beijos de Portugal com carinho e um abraço forte e quente à mistura *_*
ResponderEliminarNão tenho falado da palavra saudade mas tu sabes que eu a conheço e que estou cheia "dela"...
ResponderEliminarCom quem pensas que saio para ir às maltesinhas ...Lucília, Mada ou Tia ...mas sabes nem como o dito cujo "Proibido" bolinho de amêndoa...
Amo-te muito! Mãe Fátinha
Há dias em que cabemos todos no mesmo coração e noutros ele não cabe em nós. Sentir saudades deve saber a isso. Acho que nunca o saberei. Deste Alentejo gélido (acredita!) um grande e forte abraço!
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