Bom...começadas as aulas de dinamarquês a ritmo alucinante não há quase tempo para nada! Entre os milhares de TPC (ou como diz a minha prof. hjemmearbejder - só para sentirem o gostinho assustador deste idioma!) e a vida lá fora, no Verão do reino, nas relvas dos jardins e nos Carnavais de Copenhaga, tudo é mais difícil de gerir! Apetece é lazeirice, laurear a pevide, que é como quem diz vestir um vestido, sentir o sol e esperar um tom na pele que nos mostre o sabor das férias!
Ainda assim, com tom de primavera, tempo de verão, sandálias nos pés e flores a desabrochar estes dias têm sido meio tristonhos, é verdade, devo admitir! Gosto mais de coisas positivas, de cor de laranja, de dias de sol mas a verdade é que esta vida de distância traz estas coisas e há dias em que é pior de levar! Além do mais estou cá sozinha, a família ficou para lá, falta-me sempre esse bocadinho! E para os que pensam que nós estamos de férias - repito: estar a viver no estrangeiro não é comparável às viagens que fazemos ao estrangeiro... não se iluda, o mais desesperado tonto, com isso! Não é verdade!
Para combater isto a solução tem sido passear e aproveitar o sol com os amigos e depois vir para casa e enfrentar os monstro do hjemmearbejder e udtale! Mas, chegada a casa, como boa estudante faço tudo e mais alguma coisa para adiar o estudo e com aquela vontade de por a vida em dia, com aquela urgência inútil que se se sente de vez em quando, sem saber muito bem como a direccionar... lá me decidi a enfrentar os (quase) mil emails que tenho numa conta antiga (quase) que não uso e tal não é o meu espanto quando um abraço daqueles, dos melhores do mundo, de uma amiga grande, daquelas amigas amigas, estava lá prontinho a fazer-me sentir querida mesmo 3 meses depois!
Isto volta a confirmar a minha teoria de que quando precisamos - está lá!
Nem que para isso uma amiga tenha que estar 3 meses sem resposta!
Por isso agora sinto-me assim ...
... como quando tinha 3 anos!
Um blog de uma alentejana que há uns anos atrás embarcou na aventura de viver em Salamanca, foi para nunca mais voltar e afinal voltou para ficar... mas ficar está a ser penoso... e por isso talvez seja altura de mudar! Hoje senti que de algum modo já embarquei de viagem... Ai Jesus que lá vou eu! [Escrito antes de vir para Copenhaga]
terça-feira, 29 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Sr. Tralho... e Madame Noisette
Ainda não tinha acontecido por cá, tinha de acontecer, as bicicletas agoiravam, eu sabia!, pensava nisso muitas vezes... mas talvez por imaginar que o maior dos tombos o ia dar de bicicleta não supus que aconteceria naquele dia... onde iria só à casa de banho e depois seguia para casa, para estudar dinamarquês!
Em busca do wc, conheço o Sr. Tralho e fiquei de tal modo impressionada com o impacto que perdi os sentidos e acordei com dois jovens a darem-me um copo com açúcar e a sentar-me numa cadeira. Pois foi... um deles era médico, ou estudante de medicina, e acalmava o outro dizendo que era só do susto porque, de facto ,não tinha batido com a cabeça. Ele sim poderá descrever a cena, eu não!
Como lá fora estava o meu amor, há um dia chegado de Portugal, com os amigos dinamarqueses, e eu não queria estragar-lhes a tarde de cerveja na esplanada, mencionei apenas que tinha caído (sem falar do Sr. Gigantesco Tralho). Comentaram o tempo que tinha levado na casa de banho... tanto que era estranho (mesmo para uma rapariga).
Com o pé a ficar do tamanho de um balão achei que era tempo de avisar que me ia embora para casa e deixando a bicla para trás... lá vim eu, a pé coxinho sofrer para o conforto do lar, onde tudo parece melhor. Quando aqui cheguei e tive que tirar a meia ao som dos meus próprios gritos de dor fiquei preocupada com o pé e fui direito ao frigorífico. No congelador... nada além de umas batatas Noisettes que tanto gosto, no forno! Mas teve de ser! Teve de ser... e aliás no princípio foi por puro desespero, sem pensar em mais nada, e há medida que a dor ia aliviando houve até espaço mental para pensar... olha que bom, hoje vou ter que fazer Noisettes ao jantar. Foi passando tempo tal como as Noisettes curativas* descongelaram e desapareceram sem ver o forno, também passou a véspera do meu exame que ficou marcada, não pelo estudo intensivo, mas antes pelo romance entre Sr.Tralho e Madamme Noisette!
Hoje estou melhor, apenas uma nódoa roxa à volta do tornozelo e um grande incómodo quando me tenho que sarampantear de um lado para o outro!
O exame correu muito mal mas passei na mesma, pela aluna que tenho sido e não pelo desempenho medonho que tive!
*Expressão maravilhosa da amiga M.
Em busca do wc, conheço o Sr. Tralho e fiquei de tal modo impressionada com o impacto que perdi os sentidos e acordei com dois jovens a darem-me um copo com açúcar e a sentar-me numa cadeira. Pois foi... um deles era médico, ou estudante de medicina, e acalmava o outro dizendo que era só do susto porque, de facto ,não tinha batido com a cabeça. Ele sim poderá descrever a cena, eu não!
Como lá fora estava o meu amor, há um dia chegado de Portugal, com os amigos dinamarqueses, e eu não queria estragar-lhes a tarde de cerveja na esplanada, mencionei apenas que tinha caído (sem falar do Sr. Gigantesco Tralho). Comentaram o tempo que tinha levado na casa de banho... tanto que era estranho (mesmo para uma rapariga).
Com o pé a ficar do tamanho de um balão achei que era tempo de avisar que me ia embora para casa e deixando a bicla para trás... lá vim eu, a pé coxinho sofrer para o conforto do lar, onde tudo parece melhor. Quando aqui cheguei e tive que tirar a meia ao som dos meus próprios gritos de dor fiquei preocupada com o pé e fui direito ao frigorífico. No congelador... nada além de umas batatas Noisettes que tanto gosto, no forno! Mas teve de ser! Teve de ser... e aliás no princípio foi por puro desespero, sem pensar em mais nada, e há medida que a dor ia aliviando houve até espaço mental para pensar... olha que bom, hoje vou ter que fazer Noisettes ao jantar. Foi passando tempo tal como as Noisettes curativas* descongelaram e desapareceram sem ver o forno, também passou a véspera do meu exame que ficou marcada, não pelo estudo intensivo, mas antes pelo romance entre Sr.Tralho e Madamme Noisette!
Hoje estou melhor, apenas uma nódoa roxa à volta do tornozelo e um grande incómodo quando me tenho que sarampantear de um lado para o outro!
imagem via google na pesquisa noisette
O exame correu muito mal mas passei na mesma, pela aluna que tenho sido e não pelo desempenho medonho que tive!
*Expressão maravilhosa da amiga M.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Vintage Sustainability
Se há uma coisa que esta cidade tem de bonito e fascinante são as bicicletas. Por tudo... pela vida que dão à cidade, pelo que representam na protecção ao ambiente, pela igualdade social ... pelos insólitos que encontramos...
e... se há uma coisa que eu gosto é ver vídeos do antigamente!
Quando estas coisas se juntam dá isto ....
Adorei!
e... se há uma coisa que eu gosto é ver vídeos do antigamente!
Quando estas coisas se juntam dá isto ....
terça-feira, 8 de maio de 2012
Teste de Dina...
Ando angustiada e nervosa com o fim do módulo. É verdade, ando.
Como quando andava no liceu, remordendo os dedos, procurando comida nos armários para matar este bicho interior que revela a nossa insegurança com as coisas.
É perfeitamente normal! dizem muitos com razão... Eu sei, mas nem é por isso que angustia menos.
Depois de tanto tempo aqui, longe do meu amor, parece que, para tudo isto fazer realmente sentido, tenho mesmo que passar este exame. Esta coisa, este cabo, este portal... quase parece que depois deste não há mais 6 módulos, quase parece que depois de passado isto vou ter feito tudo... mas não! Depois disto há muito mais por isso ainda menos sentido faz esta urgência dentro de mim, como se tudo fosse acabar, mas o ser humano é assim e (espero) que seja isto a tornar-nos interessantes, este misto de sentimentos que os trazem novas ideias e que nos levam a mergulhar em aventuras destas, vir para um reino distante e frio, com 20 kilos de vida atrás e muita vontade de fazer diferente!
Esperemos que a minha mente amanhã e segunda se ilumine!
Como quando andava no liceu, remordendo os dedos, procurando comida nos armários para matar este bicho interior que revela a nossa insegurança com as coisas.
É perfeitamente normal! dizem muitos com razão... Eu sei, mas nem é por isso que angustia menos.
Depois de tanto tempo aqui, longe do meu amor, parece que, para tudo isto fazer realmente sentido, tenho mesmo que passar este exame. Esta coisa, este cabo, este portal... quase parece que depois deste não há mais 6 módulos, quase parece que depois de passado isto vou ter feito tudo... mas não! Depois disto há muito mais por isso ainda menos sentido faz esta urgência dentro de mim, como se tudo fosse acabar, mas o ser humano é assim e (espero) que seja isto a tornar-nos interessantes, este misto de sentimentos que os trazem novas ideias e que nos levam a mergulhar em aventuras destas, vir para um reino distante e frio, com 20 kilos de vida atrás e muita vontade de fazer diferente!
Esperemos que a minha mente amanhã e segunda se ilumine!
Brock Davis via Colossal
domingo, 6 de maio de 2012
Loppemarked - Feira da ladra
O sítio onde se realizam varia muito mas esta foi num café muito descontraído do centro de Copenhaga. Retiram-se as mesas, abrem-se alas e mudam-se as funções às coisas e tudo é possível.
.... para animar a malta a comprar até havia música ao vivo.
... mas o interesse continuava a ser, encontrar a melhor pechincha!O ponto alto mesmo foi regatear com uma dinamarquesa! Não sei se pelo poder austero das minhas sobrancelhas grossas e latinas, se pela voz rouca, foi apenas lançar o preço que eu quis, depois de um cuidadoso e sorridente... "será que não te importavas que eu te levasse duas coisas por esse preço ..." e a menina nem se chateou. OK! Nem sei bem se se chama regatear quando é assim tão educado.
Foi esta a distracção que animou a nossa manhã e um pouco do nosso dia, já que depois nos teríamos que jogar ao estudo deste idioma maldito rico em sons muito difíceis de reproduzir! Assim que, passadas uma hora e meia e dez euros a menos, saí com dois casacos e dois acessórios super giros e nova para enfrentar este enorme Bojador, e com muito mais vontade de ir além dor!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Great Prayer Day or Great Study Day
Pelo Reino hoje celebra-se o dia das preces que marcam a quarta 6ª feira depois da Páscoa. Há coisas especiais, feirinha na Praça do Sr. Rei, coisinhas boas, mas para quem não tem que estudar como nós. Então o que há de melhor do que vir encontrar uma amiga, num passeio de bicicleta onde pude constatar a simpatia de outros bikers que pararam para me ajudar depois de me ver atrapalhada com um mapa descolorido que imprimi em casa, com os últimos suspiros de tinta e que, não só por esta falha técnica, mas sim por puro descuido não tinha mais de metade do caminho que eu achei saber de cor já que cumpro 4 meses no Reino este fim de semana!
A isso juntamos um edifício espectacular ... IT University of Copenhagen
... e ainda bolachinhas e bom café, já que... :) Life is too short for bad coffees!
E a dor de estudar numa sexta feriado vai desaparecendo quase tão depressa como as bolachas de manteiga com que nos deliciamos.
A isso juntamos um edifício espectacular ... IT University of Copenhagen
... e ainda bolachinhas e bom café, já que... :) Life is too short for bad coffees!
E a dor de estudar numa sexta feriado vai desaparecendo quase tão depressa como as bolachas de manteiga com que nos deliciamos.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Triciclo
E como viver aqui tem sido um resgatar de coisas antigas, reviver experiências de infância e encontrar memórias esquecidas...
... no país das bicicletas não podia deixar de faltar o bom triciclo.
Na minha infância era verde, com umas fitinhas coloridas no guiador e, para dizer a verdade, era do mano L. que andava com ele a altas velocidades, fazendo curvas apertadas num apartamento minúsculo em que vivemos durante a minha infância.
Aqui é um veículo preparado para a vida adulta e, talvez por isso combine várias emoções numa viagem, a fantástica experiência de condução do triciclo juntamente com a de dirigir um velho tractor :) ao mesmo tempo que trazemos os filhotes para casa!
Adorei!
... no país das bicicletas não podia deixar de faltar o bom triciclo.
Na minha infância era verde, com umas fitinhas coloridas no guiador e, para dizer a verdade, era do mano L. que andava com ele a altas velocidades, fazendo curvas apertadas num apartamento minúsculo em que vivemos durante a minha infância.
Aqui é um veículo preparado para a vida adulta e, talvez por isso combine várias emoções numa viagem, a fantástica experiência de condução do triciclo juntamente com a de dirigir um velho tractor :) ao mesmo tempo que trazemos os filhotes para casa!
Adorei!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
1º de Maio com pausa para concerto
Bom, não me vou lamentar ou lamuriar ou dizer que foi isto ou aquilo, para os que gostam de fazer uma coisa, como eu gosto de escrever ou pintar, só não a fazemos numa único hipótese... quando não podemos e por isso não há cá desculpas pelo meio. Neste caso até há alguns textos em espera, de cariz informativo para os que pensarem em trabalhar na Dinamarca, mas isso virá a seu tempo.
Os últimos dias têm sido passados aqui...
... Biblioteca, Black Diamond, The Royal Library ...estudiando danés....
E é sempre melhor quando é bonito, lindo este sítio! Nos intervalos do estudo, a contemplação permite ganhar um fôlego maior antes de mergulhar de novo na grande aventura.
Vamos para lá numa viagem que vai ao coração da cidade e passa pela Praça do Rei e pára numa vista onde poisam os olhos sobre as águas que trazem as saudades de Lisboa e das passeatas por Belém, e a viagem de bicicleta é compensada com um dos melhores cafés que já bebi por aqui e com bolinhos de ruibarbo ou cenoura, sempre com encantos especiais!
Ontem à tarde foi tempo de pausa, para ouvir a 1ª Ministra do Reino, e quem diz ouvir quer mesmo dizer ouvir, porque perceber ... ainda não percebi nada. Então a celebração festivaleira do 1º de Maio fez-se assim...
... com muita gente, muita muita gente...
,,, Muitas crianças e muitas biclas...
... e sobretudo com muito céu azul ....
e bom tempo, o que permitiu ver muita pele à mostra, muita muita... com uma noção de 15º muito diferente da minha, o único com que me identifiquei no meio dessa loucura de desnude foi com a pele branca, e, no final da tarde, já vermelha.
Os últimos dias têm sido passados aqui...
... Biblioteca, Black Diamond, The Royal Library ...estudiando danés....
E é sempre melhor quando é bonito, lindo este sítio! Nos intervalos do estudo, a contemplação permite ganhar um fôlego maior antes de mergulhar de novo na grande aventura.
Vamos para lá numa viagem que vai ao coração da cidade e passa pela Praça do Rei e pára numa vista onde poisam os olhos sobre as águas que trazem as saudades de Lisboa e das passeatas por Belém, e a viagem de bicicleta é compensada com um dos melhores cafés que já bebi por aqui e com bolinhos de ruibarbo ou cenoura, sempre com encantos especiais!
Ontem à tarde foi tempo de pausa, para ouvir a 1ª Ministra do Reino, e quem diz ouvir quer mesmo dizer ouvir, porque perceber ... ainda não percebi nada. Então a celebração festivaleira do 1º de Maio fez-se assim...
... com muita gente, muita muita gente...
... e sobretudo com muito céu azul ....
e bom tempo, o que permitiu ver muita pele à mostra, muita muita... com uma noção de 15º muito diferente da minha, o único com que me identifiquei no meio dessa loucura de desnude foi com a pele branca, e, no final da tarde, já vermelha.
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