domingo, 2 de novembro de 2014

Happy Lisbon, vida depois dos 100 Happy Days

Dia 2.

Sou uma sonhadora a tempo inteiro e vivo a minha vida de modo romântico. Não é o romântico no sentido de vibrar com Paris ou rosas vermelhas mas no sentido de acreditar na voz do coração, no sentido abstracto das coisas, na magia dos sorrisos e no poder do amor.
Foi por isso que hoje saí de casa em busca de sítios novos, acreditando que há cantos desconhecidos que nos trazem sorrisos, que nos trazem coisas novas, capazes de abrir portas na nossa imaginação!

Fui a caminho da Feira das Almas, uma mercado alternativo em que podemos encontrar pequenos tesouros feitos ou queridos de quem os vende, artesanato, roupas que já fizeram alguém feliz, almas vendidas aos bocadinhos e pessoas que lutam pelos seus sonhos.




Depois fomos em caminhada para o Largo do  Intendente onde a nostalgia Portuguesa afasta a má energia que já invadiu aquele lugar. Apesar de ainda muito degradado nas fachadas em frente à loja, tem agora um ar renovado e explicitas tentativas de quem acredita que as coisas podem mudar, lojas de bicicletas, cafés, jovens e sonhadores passeiam-se por ali junto à Vida Portuguesa e à casa da Viúva Lamego. Lindo!











Afinal a magia em que eu acredito e que me tira de casa, existe!

sábado, 1 de novembro de 2014

A cidade de Lisboa recebe-me bem!

As cidades recebem-nos de maneira muito diferentes das pessoas. Desde que regressei, e estou em contacto diário com Portugal, as reacções variam entre o entusiasmado e o irritado, o sorriso e a desconfiança. No entanto, Lisboa mantém-se e não se altera assim, como os humores dos portugueses. Ela tem sempre um sorriso e consola-me de uma maneira bonita, com este céu azul e com as ruas pequenas, ao alto, que me transportam para cima e me balançam nos meus voos. A cidade está mais aberta e luminosa do que há alguns anos atrás, quando a deixei. Os turistas estão por todo o lado, o centro está mais limpo e há movimento sempre, tudo parece bem mais moderno do que naquela altura. Há outras coisas que estão iguais e algumas delas eu agradeço! A vida de café, as pessoas paradas a ler a portado do jornal mesmo depois de o pendurarem no quiosque, o barulho dos cafés pela manhã e as conversas sobre o benfica entre os homens que acabaram de se encontrar depois do jogo de ontem.
Esta vida que levo, trouxe-me de novo Lisboa, por uns tempos. Quero aproveita-la, quero visita-la, por isso hoje quando li esta frase ....


Diz algo como: "O segredo de ser feliz é aceitar onde estamos na vida 
e tirar o melhor partido todos os dias."


Pensei: vou vive-la mais que nunca, com uma sede enorme, para leva-la de novo comigo quando for de novo, para tê-la comigo em todos os lugares onde vou, onde vivo.
Um dia disseram-me uns amigos, que têm a mesma vida que eu;somos pessoas inquietas que procuramos com entusiasmo as emoções que os lugares novos, as pessoas novas nos podem dar. Por isso quero, a partir de agora, olhar Lisboa com olhos renovados de quem está a olhar pela primeira vez. Por isso aceitei o desafio! Este éo sítio onde estouagora, onde a vida me trouxe. Isto não é só um lugar, mas é também um espaço abstracto onde eu me encontro comigo mesma e cresço, é também uma experiência mais, nesta vida saltitante, que faz de mim o que sou.
Por tudo isto, Novembro será o mês em que abraço a minha vida e em que aceito onde estou (e vou tentar fazê-lo nas diferentes dimensões que esta frase possa ter: na vida e no espaço que habito!). 
Os próximos serão 30 dias em que me desafio a encontrar e focar-me no melhor da vida!


Com este espírito visitei a Fundação Julio Pomar








Encontrei surpresas dentro e fora. :-)






terça-feira, 9 de setembro de 2014

Lisboa, Lisboa ... mais uma voltinha no carrocel da alegria!


Há um ano escrevia o meu último neste blog e cortava também a comunicação com muitos dos meus amigos e familiares. Nesses tempos, o meu mundo caiu ao chão e desfez-se em mil bocadinhos, difíceis de voltar a montar! Naquela que devia ser uma altura de alegria e excitação, por estar a começar um mestrado tão interessante, o meu coração partiu-se e tudo me parecia cinzento. Quando escrevi o último post percebi que teria que me isolar por uns tempos porque todas as minhas palavras caminhavam no sentido da tristeza que me abraçava e me fazia chorar todas as noites. Tinha perdido um grande amor, ele era agora mais feliz sem mim e isso doía-me muito. Foi para nós: o fim de uma relação, para mim: um desgosto de amor.

Perdi entretanto, com tanto isolamento, alguns amigos que se sentiram abandonados e esquecidos pela minha reclusão, mas outros ficaram e não se importaram com a distância. Outros ajudaram ouvindo e caminhando comigo todos os dias, não permitindo que estivesse sempre no quarto. Desabafava numa língua irmã enquanto caminhava com amigos que não se importaram de ser completos desde o princípio. A escola foi saindo bem, ao longo do ano cada vez melhor, com a ajuda de alguns colegas e dos professores, muito compreensivos, muito humanos no seu papel. E, apesar de tudo, sou muito feliz por ter tido esta oportunidade e por ter entrado nesta aventura.

Como qualquer fase má, o olhar lá para o fundo e ver tudo o que já passou, é muito bom. Vivo os dias com leveza e com o alívio de quem chorou todos os males que lhe viveram no peito durante meses. E como tudo se apresentava diferente, aceitei fazer e tentar coisas novas e mudar a “minha maneira”. Por isso este vai ser o ano em que ao mudar-me para Aalborg, mudei mais que isso e o meu universo interior cresceu várias vias lácteas. Fiz amigos improváveis e experimentei cem dias a observar pequenas coisas que me faziam feliz, percebendo assim que cem dias não só passam muito rápido, como contêm muito mais do que cem possibilidades de ser feliz e, por isso mesmo, quando estamos em baixo (como estive bastantes vezes nesses cem dias) as coisas parecem um pouco mais leves, mais fáceis de levar.



O Verão foi passado até agora a trabalhar em Copenhaga, estando com amigos e visitando lugares que adoro e conhecendo outros que me fazem crescer esta alegria que sinto em Copenhaga. Ontem, por exemplo, no delicioso café que fui com a minha grande amiga, era proibido usar o computador, relembrando-nos de que antes usávamos os cafés para socializar e foi como voltar aos 90 e encontrar-me com uma amiga nos tempos de faculdade. Ou, por exemplo passear pela cidade e encontrar coisas inusitadas... :-)




Hoje (agora) estou a ir para Lisboa. (Sim, outra vez!) Vou regressar aos meus anos 90, vou regressar a casa de um outro modo. Desta  vez é para ficar durante 5 meses numa condição muito especial, estudando num programa internacional e com data marcada para voltar a casa. Chegarei com as memórias de aí ter vivo há 14 anos atrás e poderei passear pelas suas ruas de novo, com as pessoas que conheci lá fora e com uns olhos novos, mais crescidos, que falam mais línguas, que vêm mais cores.

Entretanto ficaram para trás várias viagens, interiores, exteriores, gigantescas. As principais foram depois de Lincoln, Aalborg (onde tinha um bocadinho de Copenhaga de vez em quando e uma pitada de Aarhus também), depois Paris e o verão em Copenhaga e uma das maiores de todos os #100happydays. Este post (re)abre este espaço e de todo o coração brinda à mudança! 




Uma das [muitas] vezes que mudei de casa tive que usar este modo criativo de transportar as coisas!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Trabalhos de grupo e Cocktails ao fim de tarde

Lincoln é uma cidade pacata, com uma catedrla magnífica que olha por nós lá do alto de uma das ruas mais bonitas do UK. Assim foi votada o ano passado, para muito orgulho de todos os pequenos comércios e lojinhas que a inundam!

Hoje fomos recebidos nesta sala.... não poderão ver a sala... mas...

... com esta vista...



... depois de um dia muito intenso foi tão bom ver este céu todo, com esta luz toda!

Os dias são muito cansativos. São passados quase todos, em blocos de muitas horas, passados numa sala. É muito interessante ouvir o que todos têm para dizer e ver como todos actuamos em cada um dos sítios, mas hoje percebemos sem problemas que também teremos muitos desafios. Cada um dos 5 parceiros, cada um deles reperesentado um país, uma universidade, vão querer tirar o melhor partido de tudo isto. Isso é muito bom, mas também será muito desgastante para nós.
Vamos ver se há fruta para tanto sumo... :) vejo estes professores com muita vontade de nos espremer!


Falo falo mas a vontade de estudar e passar à acção é muita, por isso só penso em passar a acção, Além do mais só isso conseguirá fazer esquecer um pouco da saudade imensa que sinto de casa, do meu cantinho, do meu ninho... do cheirinho dos meus lonçois que perdi ontem, na minha primeira ida à lavandaria!
Um grande beijinho com muito amor, para a minha casinha...

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Erasmus Mundus

Depois de muito estudo, suor e algumas lágrimas, deixei Copenhaga (temporariamente) para vir viver para Inglaterra, Lincoln. Sentir e viver o UK, um bocadinho de terra com o mundo ao contrário! 
Prometi que quando chegasse ia escrever logo novidades, para todos saberem como estavam a ser os excitantes primeiros dias, mas, ao que parece, a internet não é algo tão acessível como na Dinamarca. Depois de várias cambalhotas e pinos com os cabos, registos e des'registos ainda só tenho uma recepção muito fraca, incapaz de satisfazer as minhas necessidades de consumidora acérrima deste produto.


Está a correr tudo bem, tenho gostado muito, mas sinto muitas saudades de casa. Não sinto a mesma paixão que senti por Copenhaga e devo confessar que os serviços por aqui me têm desiludido muito… em que sentido?! Vejamos…
Temos que nos inscrever pessoalmente no sistema que nos inscrevemos online, para podermos ter o nosso cartão de estudante. Com o cartão de estudante podemos pedir o papel, para pedir um papel para abrir a conta no banca. Entregamos o primeiro papel (que é apenas o pedido para o já-segundo) e esperamos. No dia a seguir, o segundo papel está pronto e podemos ir ao banco. Para resolver e abrir conta?! NÃO!!!! Para pedir uma hora para poder abrir conta dali a 3 dias! Depois de ter conta poderei voltar com o papel do banco, à mesma senhora que me deu o papel para eu ir ao Banco, para poder pedir ao departamento financeiro um papel que diz que já posso receber a bolsa!
Habituada a algum sentido mais prático da coisa, a um big brother que elimina muita burocracia, foi estranho ara mim estar em todas estas filas e pedidos e registos. Tudo tem um papel e um registo online associado!

A sorte é que o programa em que estou envolvida é muito interessante. No nosso grupo de 16 não há países repetidos, nem sequer histórias repetidas. Mesmo os que fizeram Erasmus ou têm duas nacionalidades não repetem as cores deste quadro (até ao momento somos 16, seremos 18 se poderem chegar todos os participantes, há um de nós retido em Gaza com problemas com o Visa).
Vejam-nos a nós e ao nosso mapa :) (adoro)

 Foto Tanya Yalka - Respect her rights!



Quanto à experiencia de viver no campus está a trazer coisas agridoces. Muito más condições trouxeram aos 10 membros que aqui estão alguma proximidade. Sublinhando o cliché de que tempos difíceis aproximam as pessoas!
Somos por enquanto 5 em cada apartamento e pensávamos partilhar apenas a cozinha. Depois de nos conhecermos vemos que partilhamos muito mais. Partilhamos ambições profissionais, objectivos profissionais, expectativas, gostos, e sorrisos.
Apesar de algumas coisas nos terem feito sentir que não estávamos a ser bem recebidos aqui, juntamo-nos e quisemos fazer disto uma casa, um cantinho nosso. Há dois apartamentos, um de cada lado do nosso andar. Deste lado estou com os rapazes e a pessoa mais doce que já conheci Tan from Tailand! Sweet sweet girl… espalhando sorrisos pelo campus …. 



quarta-feira, 31 de julho de 2013

Livros e Bicicletas, e surpresas na ópera!

A Biblioteca Municipal de Beja um dia destes postou no fb a seguinte frase, usando as palavras de alguém:

«Livros e bicicletas são os meus objectos favoritos.
Ambos me movem para a frente, sem custos adicionais.»



Com esta imagem que também não sei de quem é, lamento...

....e eu adorei! 


Adorei porque me identifico e porque de facto, são mesmo as coisas que me têm, nos últimos tempos, levado para a frente. Já andei mais rápido a vida, já andei de carro e avião, mas nem sempre em frente, ou no sentido certo. Agora sinto as coisas de modo diferente e uma das coisas que mudou muito a minha vida foi a perspectiva que ganhei aqui, em cima da bicicleta. Ser activo no meu caminho, à procura de coisas novas, fez de mim uma pessoa diferente. 

Quando vemos as coisas de maneira diferente, a vida também começa a apresentar-se de modo diferente e pode trazer coisas muito boas! 

Aqui há uns tempos tive um pedido para dar explicações e perguntaram-me se eu queria dinheiro ou uma troca-por-troca! E eu aceitei a segunda. Troquei aulas por algo que eu não sabia bem o q seria, eu pedi uma experiência em Dinamarquês!  

Aquilo que recebi foi gigantesco e incrível. Uma visita à ópera, guiada, e mostrada com todo o carinho. Visitei o palco, e olhei sob uma perspectiva que, de outro modo, nunca poderia conhecer e ouvi um espectáculo em que todos cantaram só para mim! Como tive a oportunidade de assistir a um ensaio eu era a única plateia e pude olhá-los nos olhos enquanto cantavam e sorriam! Foi lindo e único, inacreditável! 

Como é que eu consegui isto? Não sei bem, mas acredito que foi o facto de ser uma optimista. Coisa rara e estranha no sítio de onde vim! O que é certo é que os livros e as bicicletas me multiplicaram isso, a imaginação, a possibilidade... acreditar que há muitas coisas possíveis!


No interior não tirei fotografias, mas aqui está o registo do exterior. Mais uma prova de que os dias cinzentos também têm coisas boas para oferecer!













segunda-feira, 29 de julho de 2013

Road Trip to Bornholm

Apreciei esta viagem com aquele gosto de férias, de não ter telefone, de não haver nada com compromisso. Foi tão bom!

Mas ainda foi melhor porque aqui encontrei um bocadinho de casa.
Encontrei aquele canto de casa que nos faz sentir bem. A beleza do Alentejo com uma brisa a mar, já ali, ali ao lado!

Foi tão bom!

As ovelhas ao pé e mar, o trigo com mar lá ao fundo, aquilo que eu gosto já aqui, mesmo ao lado. Ali depois da Suécia, em Bornholm!

Vejam aqui :)
















.... além de lembrar a casa, fez-me também lembrar as coisas nas casas das minhas avós e os gelados bons que comia no Verão!



... Sítios lindos! Com vista mar!








... e dias na praia!