domingo, 27 de janeiro de 2013

O meu dina tem dois anos!!!

Este fim de semana foi passado em puro estado de graça... aquilo que consegui atingir na sexta feira deixou-me tão feliz que tudo me parecia fácil, andar até parecia mais fácil... eu flutuei até casa!

Passo a explicar... fui buscar uma menina de 2 anos à escola! Viemos para a casa sempre a conversar e em casa estivemos a brincar um pouco! Isto pode parecer muito normal mas agora vou introduzir o elemento fascinante ...

...  a menina é nascida e criada na cidade dos contos, filha de gerações vikings, uma verdadeira dinamarquesa.

Então pude chegar à brilhante conclusão que o meu nível de dinamarquês fez dois anos na sexta feira!
Ou eu, pelo menos, vivi o dia com todo o entusiasmo dessa celebração!

Estou cá dese 6 janeiro de 2012 quando fez um ano até senti alguma tristeza, precisamente por achar que depois de um ano não tinha conseguido sentir grandes avanços, especialmente na aprendizagem da língua. Nao consigo perceber as notícias, sinto-me perdida em muitas ocasiões... enfim...! Mas sexta percebi que, afinal, desvalorizei aquilo que tenho conseguido aqui. Sempre soube que são expectativas que nos frustam e como eu queria ter sabido tudo por osmose, ao celebrar um ano de estadia, estava triste! Agora percebi que consegui avançar muito, fiz dois anos de expressão oral! Pedi o casaco e ela trouxe-me o casaco, ela pediu para desenhar uma casa grande e eu desenhei uma casa grande... ela queria um coração e eu fiz vários! Percebemo-nos as duas e ao ver os desenhos animados ficamos com as mesmas dúvidas!
Como é bom termos alguém que nos perceba!
Como é bom ter encontrado os meus pares aqui... os meninos de dois anos!

Estou de parabéns!
imagem googlada :)

domingo, 13 de janeiro de 2013

You must unlearn what you have learned

Há amizades improváveis e uniões imprevistas. Já nos mostra a história do cinema e não é preciso muito, nem revirar as nossas mentes, para encontrar exemplos míticos.

As pessoas diferentes juntam-se...

... espécies diferentes fazem pares imbatíveis...

... e quando juntamos amor a esta equação, podemos encontrar os mais estranhos desejos de união...

Talvez por ser uma entusiasta do cinema, tenha sido inspirada pela sétima arte e levada a viver, eu própria, uma união improvável. Muitas vezes, em opiniões fugazes e pouco pensadas atiram-nos com o cliché "os opostos atraem-se". Eu sempre justifiquei com o preconceito "left brain right brain" e isso explicava (mas também justificava) as nossas diferenças.





Mas hoje percebi que, afinal... ,ou eu sou muito geek, ou os geeks são muito mais Zen do que pensam. Afinal de contas as diferenças que nos separam são apenas de cenário, porque no fundo acreditamos todos no mesmo. Uns gostam mais de ver isso com cenário de ficção científica, outros gostam mais de cenários menos elaborados, mas naturais, mas vai dar tudo dar ao mesmo.

Num desafio para 2013 propus-me ver,com o meu amor, todos os episódios de Star Wars, entre outros clássicos da história do cinema. Sentia-me preparada, ao fim de tantos anos, afastada da ficção científica, sem medo nenhum de recusar os horrores dos cenários metálicos e mecânicos, cheio de invenções estapafúrdias .... o facto de viver num país onde não temos família, onde tudo é novo, onde afinal de contas não percebemos nada (ou quase nada) do que se passa à nossa volta, levou-me a aceitar, com mente aberta, ver este novo estilo.

A aparição do mestre Yoda foi para mim acompanhada de vários "Ohh meu Deus, Pelo amor de Deus... a sério?!?" Mas quando o comecei a ouvir, cedi e percebi... as lições que aprendo no yoga ou na meditação... estão todas aqui...

You must unlearn what you have learned. (deves desaprender o que aprendeste)

Esta é a frase do mestre Yoda no Star Wars, quando treina o jovem Luke Skywalker para ser um verdadeiro Jedi. Refere-se aos preconceitos que vamos construindo e por isso não conseguimos realizar o que nos propomos. Depois disto diz ao jovem que ele falha precisamente porque não acredita nas possibilidades, ou no potencial que tem. Também este mestre defende que a maior aprendizagem de todas é a paciência. Quem diria que eu ia encontrar tantos ensinamentos no Star Wars... afinal só temos que desaprender os preconceitos que aprendemos ao longo dos anos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Era uma vez...

Era uma vez
Uma gata maltez
AT_aguarela s/ papel algodão 2007
Pintava umas coisas
E aprendia dinamarquês
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Uma gata maltez
Saltou com asas
Não sabe o que fez
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Uma gata maltez
Pintava umas coisas
E aprendia dinamarquês
Mudou de casa
Mudou-se de vez
Esperava ser feliz antes dos 33!
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Um galo perchês
E uma gata maltez
Eram dois
Queriam ser três…
Queres que te conte outra vez?

Sem saber como regressar aqui vai uma graça e adaptação da minha história à famosa lenga-lenga do gato maltês que tocava piano e falava francês. 
Muito tempo longe porque o tempo de começar coisas novas é um tempo tão escasso que não permite vir aqui e escrever um pouco... contar aventuras, desta viagem maluca que já fez um ano! 
Neste início de ano desejo que todos os nossos desejos façam de nós pessoas em busca do nosso interior e daquilo que verdadeiramente nos interessa... Bom ano e aqui fica a lenga lenga original ... para se rirem um pouco :)

Era uma vez
Um gato maltês
Tocava piano
E falava francês
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Um gato maltês
Saltou-te às barbas
Não sei que te fez
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Um gato maltês
Tocava piano
Falava françês
A dona da casa
Chamava-se Inês
O número da porta era o 33!
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Uma galinha perchês
E um galo francês
Eram dois
Ficaram três…
Queres que te conte outra vez?