A sério... ! O nosso país anda a gozar com a malta!!!!
Como é possível eu ainda querer falar e pensar em português!
A novidade hoje na assembleia foi, em resposta precisamente ao que eu comentava no post anterior, Miguel Relvas comenta que somos "jovens altamente bem preparados" e leia-se em entrelinhas... que mesmo assim se estão rentando para nós e mandam-nos embora.
Leia-se que sei que rentando não existe mas para não dizer palavrões escrevo isso!
Leia-se que quero ir para o estrangeiro mas não acho nada prudente um governo tratar assim uma geração! Note-se que o que está por trás é precisamente Não queremos fazer nada por vós não temos mais nada para oferecer, vão embora, saiam daqui enquanto não sabemos .... mas depois voltem, para salvar isto!
Ainda diz..."Nós temos hoje uma geração extraordinariamente bem preparada, na qual Portugal investiu muito. A nossa economia e a situação em que estamos não permite a esses ativos fantásticos terem em Portugal hoje solução para a sua vida activa. Procurar e desafiar a ambição é sempre extraordinariamente importante"
Chama-nos fantásticos mas não dura muito porque mesmo depois de nos ter largado o elogio considera-nos idiotas o suficiente para engolir esta... INVESTIU? INVESTIU O TANAS... quem pagou a minha educação foram os meus pais, enquanto grande parte da dos meninos de hoje em dia é a Europa que paga! Ainda por cima tive que ir para Espanha aprender alguma coisa na faculdade graças ao snobismo vigente, à cultura do quintal, onde todos querem ter um pequeno reino e ser melhor que o vizinho! Onde eram todos tão bons que são bons demais para ensinar!
Um blog de uma alentejana que há uns anos atrás embarcou na aventura de viver em Salamanca, foi para nunca mais voltar e afinal voltou para ficar... mas ficar está a ser penoso... e por isso talvez seja altura de mudar! Hoje senti que de algum modo já embarquei de viagem... Ai Jesus que lá vou eu! [Escrito antes de vir para Copenhaga]
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Portugal 2011 o rebentar de uma crise de sempre!
Últimos tempos em Portugal...
Uma rebelião de emoções! Todas a teimar em saltar do coração, coração esse que me vai mostrando que não é possível viver assim!
O culminar foi o dia em que o governo anunciou que os jovens devem abandonar o país e emigrar (ler mais aqui). Ou melhor, a explosão veio no dia seguinte em que o secretário de estado que diz isto continuava no seu lugar de secretário de Estado da Juventude e do desporto (Alexandre Miguel Mestre) e ninguém fez absolutamente nada.
Tomar a decisão de ir embora depois de dizer isto parece contraditório, mas se pudesse partilhar a vergonha que eu senti de viver num país onde ninguém se importa connosco, nos mandam embora, por já não ter nada para oferecer, e toda a gente acha normal e abane a cabeça e diga... sim... vão vão... só vos faz é bem! e ainda acrescentam Ai...Se eu pudesse... se eu tivesse a tua idade
Ninguém notar na indecência que há num governo com um secretário de estado para tratar da Juventude e do Desporto e que afinal não é capaz de dar esperança à juventude e mais os jovens menos jovens embora para outros estados cuidarem de nós. Se não é capaz demita-se de um governo incapaz de garantir futuro, se não há nada que possa fazer por nós, vá embora ele - do cargo!
O despaltério é tal que nessa mesma leitura ainda fala em «Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras» mas alguém está na sua zona de conforto quando, aos 30 anos, está no desemprego. Ou quando está num emprego precário, com recibos verdes que escondem verdadeiras submissões desumanas, sem quaisquer direitos, sob uma falsa fachada de trabalho independente! Será normal que o país diga à geração com mais formação dos nossos tempos... vão-se embora que nós já não podemos fazer nada por vós, e ninguém ache estranho?!
É claro que devemos sair de um país destes onde no dia a seguir ele se enfia num BMW (note-se que a frota ainda não foi considerada "gordurinha" no orçamento) com motorista para ir para o emprego que por acaso até é pago por nós!
Como o nosso Governo não vale nada, este senhor nem pensou na responsabilidade que tem ao dizer isto. Até admito que tenha falado aos jovens como falaria para um sobrinho seu, ou um amigo, não duvido que as intenções sejam boas, mas entenda-se como é triste ouvir aquilo que o Governo nos tem para dizer... Não temos mais nada para vós, se quiserem salvar-se fujam!
E o pior é que muitas mães puseram esta notícia no facebook, muito contentes que as possibilidades que os seus filhos possam ter no exterior, a notícia até fala em dar bom nome a Portugal e afinal de contas a Europa é aqui tão perto... mas sejamos críticos! Mesmo para quem quer ir para fora,é triste ouvir dizer isto, depois de termos estudado o que nos era devido, de cumprir a nossa função. Além do mais, de futuro, como será?
Quem vai ter filhos? Quem vai pagar as reformas deste país envelhecido?
Os jovens que estão a escorraçar agora, possivelmente vão mesmo embora...
Como será?
Sair do país não deveria ser uma opção?
Quando sou obrigada a sair eu não sou livre na escolha...
Uma rebelião de emoções! Todas a teimar em saltar do coração, coração esse que me vai mostrando que não é possível viver assim!
O culminar foi o dia em que o governo anunciou que os jovens devem abandonar o país e emigrar (ler mais aqui). Ou melhor, a explosão veio no dia seguinte em que o secretário de estado que diz isto continuava no seu lugar de secretário de Estado da Juventude e do desporto (Alexandre Miguel Mestre) e ninguém fez absolutamente nada.
Tomar a decisão de ir embora depois de dizer isto parece contraditório, mas se pudesse partilhar a vergonha que eu senti de viver num país onde ninguém se importa connosco, nos mandam embora, por já não ter nada para oferecer, e toda a gente acha normal e abane a cabeça e diga... sim... vão vão... só vos faz é bem! e ainda acrescentam Ai...Se eu pudesse... se eu tivesse a tua idade
Ninguém notar na indecência que há num governo com um secretário de estado para tratar da Juventude e do Desporto e que afinal não é capaz de dar esperança à juventude e mais os jovens menos jovens embora para outros estados cuidarem de nós. Se não é capaz demita-se de um governo incapaz de garantir futuro, se não há nada que possa fazer por nós, vá embora ele - do cargo!
O despaltério é tal que nessa mesma leitura ainda fala em «Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras» mas alguém está na sua zona de conforto quando, aos 30 anos, está no desemprego. Ou quando está num emprego precário, com recibos verdes que escondem verdadeiras submissões desumanas, sem quaisquer direitos, sob uma falsa fachada de trabalho independente! Será normal que o país diga à geração com mais formação dos nossos tempos... vão-se embora que nós já não podemos fazer nada por vós, e ninguém ache estranho?!
É claro que devemos sair de um país destes onde no dia a seguir ele se enfia num BMW (note-se que a frota ainda não foi considerada "gordurinha" no orçamento) com motorista para ir para o emprego que por acaso até é pago por nós!
Como o nosso Governo não vale nada, este senhor nem pensou na responsabilidade que tem ao dizer isto. Até admito que tenha falado aos jovens como falaria para um sobrinho seu, ou um amigo, não duvido que as intenções sejam boas, mas entenda-se como é triste ouvir aquilo que o Governo nos tem para dizer... Não temos mais nada para vós, se quiserem salvar-se fujam!
E o pior é que muitas mães puseram esta notícia no facebook, muito contentes que as possibilidades que os seus filhos possam ter no exterior, a notícia até fala em dar bom nome a Portugal e afinal de contas a Europa é aqui tão perto... mas sejamos críticos! Mesmo para quem quer ir para fora,é triste ouvir dizer isto, depois de termos estudado o que nos era devido, de cumprir a nossa função. Além do mais, de futuro, como será?
Quem vai ter filhos? Quem vai pagar as reformas deste país envelhecido?
Os jovens que estão a escorraçar agora, possivelmente vão mesmo embora...
Como será?
Sair do país não deveria ser uma opção?
Quando sou obrigada a sair eu não sou livre na escolha...
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Rumo a Salamanca
Íamos felizes,comentando como tudo era mágico!
Oliverita de la cierra el viento lleva la flor
Olé olé que sólo a mi nadie me lleva
Olé Olé para cerca de mi amor
Cantávamos nós na viagem! Enquanto comentávamos como deveria ser lindo viver numa cidade tão linda! E nem nos importávamos com redundâncias porque a cidade é mesmo linda!!!
Algumas vezes poderei contar episódios, fazer comparações mas como não é o que me traz aqui... passamos a cassete à frente e regressemos a Beja depois de 3 anos!
Queria vir, queria regressar, mas o choque foi muito grande. Sabendo que poderia não resistir a um Verão em Beja pedi aos meus queridos Tíos L. e Q. para viver com eles em Lisboa. Seria por pouco tempo, não mais de três meses, para me adaptar de novo a Portugal e depois regressar a Beja.
Esse Verão foi muito bom, passeava muito, andava de metro, observava as pessoas e quando chegava jantava com os meus tios que esperavam por mim. As conversas eram sempre interessantes e estavam sempre de sorriso à minha espera. Ás 6ªs chegava a prima I. que alegrava sempre a coisa, gostávamos das mesmas coisas e simpatizava muito com ela. Ás vezes ia ter com o B. estava com ele, jantávamos juntos, passeávamos mais um pouco.Considero que foi um verão de contemplação, observando as coisas à minha volta e em mim.
Regressei a Beja e aqui comecei de novo. Uma vida nova. Esse Verão foi o de 2005, por isso já estou aqui há seis anos. Cheguei a pensar que era para ficar porque sinto as minhas raízes aqui, porque me sinto bem aqui...
... ... ... ... ... ... ...
... ... ... ... ...
...
... mas nos últimos meses... quem gosta de viver em Portugal?
Oliverita de la cierra el viento lleva la flor
Olé olé que sólo a mi nadie me lleva
Olé Olé para cerca de mi amor
Cantávamos nós na viagem! Enquanto comentávamos como deveria ser lindo viver numa cidade tão linda! E nem nos importávamos com redundâncias porque a cidade é mesmo linda!!!
Algumas vezes poderei contar episódios, fazer comparações mas como não é o que me traz aqui... passamos a cassete à frente e regressemos a Beja depois de 3 anos!
Queria vir, queria regressar, mas o choque foi muito grande. Sabendo que poderia não resistir a um Verão em Beja pedi aos meus queridos Tíos L. e Q. para viver com eles em Lisboa. Seria por pouco tempo, não mais de três meses, para me adaptar de novo a Portugal e depois regressar a Beja.
Esse Verão foi muito bom, passeava muito, andava de metro, observava as pessoas e quando chegava jantava com os meus tios que esperavam por mim. As conversas eram sempre interessantes e estavam sempre de sorriso à minha espera. Ás 6ªs chegava a prima I. que alegrava sempre a coisa, gostávamos das mesmas coisas e simpatizava muito com ela. Ás vezes ia ter com o B. estava com ele, jantávamos juntos, passeávamos mais um pouco.Considero que foi um verão de contemplação, observando as coisas à minha volta e em mim.
Regressei a Beja e aqui comecei de novo. Uma vida nova. Esse Verão foi o de 2005, por isso já estou aqui há seis anos. Cheguei a pensar que era para ficar porque sinto as minhas raízes aqui, porque me sinto bem aqui...
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... mas nos últimos meses... quem gosta de viver em Portugal?
domingo, 6 de novembro de 2011
Lisboa, a primeira paragem e Salamanca a primeira aventura
Com dezassete anos a minha primeira grande viagem, daquelas para mudar de vida, foi Lisboa.
Estava em Beja, um pouco sufocada pela pequenez da cidade! Queria ver coisas novas, exposições, imagens, gente, coisas diferentes. Queria estar à vontade sem toda a gente a ir contar que me viu aqui e ali... queria também eu sentir-me diferente. Queria muitas coisas e sentia que podia ser assim!
Adorei viver em Lisboa.
O que me desencantou, de facto, não foi a cidade, foram as Belas Artes. O meu problema foi só meu... coloquei aquilo num pedestal gigantesco pensando que quando lá chegasse tudo ia ser perfeito. Até ali pensava que quando chegasse o sentimento de Englishman In New York desaparecia... mas não foi bem assim. Desorientei achei que não era aquilo.
Um Verão uma amiga diz-me vou fazer um erasmus, queres vir. Quero! Vou!
Na altura até pensei que não queria ir com ela porque ia para Salamanca, peguei num amigo e fomos juntos à embaixada espanhola para saber como era ir para Barcelona.
- Bueno bueno... Barcelona no es tan fácil sabes... porque no consideráis Salamanca que tiene una universidad nueva
E como não há coincidências e deve haver uma dúzia de universidades com Belas Artes em Espanha, pensei... para me estarem a falar em Salamanca duas vezes na mesma semana deve querer dizer qualquer coisa! Além disso, e fora brincadeiras, como continuou a explicar a senhora, poderíamos entrar em qualquer uma do país para depois ir com mais facilidade para Barcelona.
Pues Bien... a España nos vamos!
Estava em Beja, um pouco sufocada pela pequenez da cidade! Queria ver coisas novas, exposições, imagens, gente, coisas diferentes. Queria estar à vontade sem toda a gente a ir contar que me viu aqui e ali... queria também eu sentir-me diferente. Queria muitas coisas e sentia que podia ser assim!
Adorei viver em Lisboa.
O que me desencantou, de facto, não foi a cidade, foram as Belas Artes. O meu problema foi só meu... coloquei aquilo num pedestal gigantesco pensando que quando lá chegasse tudo ia ser perfeito. Até ali pensava que quando chegasse o sentimento de Englishman In New York desaparecia... mas não foi bem assim. Desorientei achei que não era aquilo.
Um Verão uma amiga diz-me vou fazer um erasmus, queres vir. Quero! Vou!
Na altura até pensei que não queria ir com ela porque ia para Salamanca, peguei num amigo e fomos juntos à embaixada espanhola para saber como era ir para Barcelona.
- Bueno bueno... Barcelona no es tan fácil sabes... porque no consideráis Salamanca que tiene una universidad nueva
E como não há coincidências e deve haver uma dúzia de universidades com Belas Artes em Espanha, pensei... para me estarem a falar em Salamanca duas vezes na mesma semana deve querer dizer qualquer coisa! Além disso, e fora brincadeiras, como continuou a explicar a senhora, poderíamos entrar em qualquer uma do país para depois ir com mais facilidade para Barcelona.
Pues Bien... a España nos vamos!
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