Já voltei ao dinamarquês intensivo, quatro vezes por semana quatro horas ao dia. É para isso que aqui estou ... mas verdade seja dita, esgota muito.
As conversas no autocarro já deixaram de ser um som pegado, irritante, confuso, com sons estranhos. Agora já oiço palavras, com palavras no meio que eu conheço e mais palavras... que vou começando a distinguir. Ao mesmo tempo que isso acontece o mundo à minha volta começa fazendo mais sentido. É como se aos poucos fosse recuperando a audição num país onde tenho sido surda. Onde tenho vivido com o mesmo handicap que conheci em alunos meus, com quem fiz amizade. Vivi-lhes a vida por uns momentos, calcei os seus sapatos e percebi o que é não poder ouvir! Agora vivo a bênção de estar a começar a recuperar. O esforço é enorme, as idas ao dicionário são infinitas... infinitas mas quem tem esta possibilidade deve aproveita-la.
E há coisas que trazem fôlego, animam a alma.
Fui a Portugal 2 dias e isso alegrou-me muito. Os 10 meses na Dinamarca fizeram mais sentido e percebi melhor que há esforços que valem a pena. :)
Foi a festa do Instituto Politécnico de Beja, escola que me formou e celebrou 33 anos, quase tantos como eu.
Amanhã vou outra vez, a outra festa, e esta ainda melhor! Os 88 anos do meu avô :)
Que alegria!
Aqui fica um cheirinho da festa do Politécnico - 33 anos!
A Minha irmã mais velha a cumprimentar o Presidente do Politécnico - Professor Vito Carioca
