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sábado, 1 de novembro de 2014

A cidade de Lisboa recebe-me bem!

As cidades recebem-nos de maneira muito diferentes das pessoas. Desde que regressei, e estou em contacto diário com Portugal, as reacções variam entre o entusiasmado e o irritado, o sorriso e a desconfiança. No entanto, Lisboa mantém-se e não se altera assim, como os humores dos portugueses. Ela tem sempre um sorriso e consola-me de uma maneira bonita, com este céu azul e com as ruas pequenas, ao alto, que me transportam para cima e me balançam nos meus voos. A cidade está mais aberta e luminosa do que há alguns anos atrás, quando a deixei. Os turistas estão por todo o lado, o centro está mais limpo e há movimento sempre, tudo parece bem mais moderno do que naquela altura. Há outras coisas que estão iguais e algumas delas eu agradeço! A vida de café, as pessoas paradas a ler a portado do jornal mesmo depois de o pendurarem no quiosque, o barulho dos cafés pela manhã e as conversas sobre o benfica entre os homens que acabaram de se encontrar depois do jogo de ontem.
Esta vida que levo, trouxe-me de novo Lisboa, por uns tempos. Quero aproveita-la, quero visita-la, por isso hoje quando li esta frase ....


Diz algo como: "O segredo de ser feliz é aceitar onde estamos na vida 
e tirar o melhor partido todos os dias."


Pensei: vou vive-la mais que nunca, com uma sede enorme, para leva-la de novo comigo quando for de novo, para tê-la comigo em todos os lugares onde vou, onde vivo.
Um dia disseram-me uns amigos, que têm a mesma vida que eu;somos pessoas inquietas que procuramos com entusiasmo as emoções que os lugares novos, as pessoas novas nos podem dar. Por isso quero, a partir de agora, olhar Lisboa com olhos renovados de quem está a olhar pela primeira vez. Por isso aceitei o desafio! Este éo sítio onde estouagora, onde a vida me trouxe. Isto não é só um lugar, mas é também um espaço abstracto onde eu me encontro comigo mesma e cresço, é também uma experiência mais, nesta vida saltitante, que faz de mim o que sou.
Por tudo isto, Novembro será o mês em que abraço a minha vida e em que aceito onde estou (e vou tentar fazê-lo nas diferentes dimensões que esta frase possa ter: na vida e no espaço que habito!). 
Os próximos serão 30 dias em que me desafio a encontrar e focar-me no melhor da vida!


Com este espírito visitei a Fundação Julio Pomar








Encontrei surpresas dentro e fora. :-)






terça-feira, 9 de setembro de 2014

Lisboa, Lisboa ... mais uma voltinha no carrocel da alegria!


Há um ano escrevia o meu último neste blog e cortava também a comunicação com muitos dos meus amigos e familiares. Nesses tempos, o meu mundo caiu ao chão e desfez-se em mil bocadinhos, difíceis de voltar a montar! Naquela que devia ser uma altura de alegria e excitação, por estar a começar um mestrado tão interessante, o meu coração partiu-se e tudo me parecia cinzento. Quando escrevi o último post percebi que teria que me isolar por uns tempos porque todas as minhas palavras caminhavam no sentido da tristeza que me abraçava e me fazia chorar todas as noites. Tinha perdido um grande amor, ele era agora mais feliz sem mim e isso doía-me muito. Foi para nós: o fim de uma relação, para mim: um desgosto de amor.

Perdi entretanto, com tanto isolamento, alguns amigos que se sentiram abandonados e esquecidos pela minha reclusão, mas outros ficaram e não se importaram com a distância. Outros ajudaram ouvindo e caminhando comigo todos os dias, não permitindo que estivesse sempre no quarto. Desabafava numa língua irmã enquanto caminhava com amigos que não se importaram de ser completos desde o princípio. A escola foi saindo bem, ao longo do ano cada vez melhor, com a ajuda de alguns colegas e dos professores, muito compreensivos, muito humanos no seu papel. E, apesar de tudo, sou muito feliz por ter tido esta oportunidade e por ter entrado nesta aventura.

Como qualquer fase má, o olhar lá para o fundo e ver tudo o que já passou, é muito bom. Vivo os dias com leveza e com o alívio de quem chorou todos os males que lhe viveram no peito durante meses. E como tudo se apresentava diferente, aceitei fazer e tentar coisas novas e mudar a “minha maneira”. Por isso este vai ser o ano em que ao mudar-me para Aalborg, mudei mais que isso e o meu universo interior cresceu várias vias lácteas. Fiz amigos improváveis e experimentei cem dias a observar pequenas coisas que me faziam feliz, percebendo assim que cem dias não só passam muito rápido, como contêm muito mais do que cem possibilidades de ser feliz e, por isso mesmo, quando estamos em baixo (como estive bastantes vezes nesses cem dias) as coisas parecem um pouco mais leves, mais fáceis de levar.



O Verão foi passado até agora a trabalhar em Copenhaga, estando com amigos e visitando lugares que adoro e conhecendo outros que me fazem crescer esta alegria que sinto em Copenhaga. Ontem, por exemplo, no delicioso café que fui com a minha grande amiga, era proibido usar o computador, relembrando-nos de que antes usávamos os cafés para socializar e foi como voltar aos 90 e encontrar-me com uma amiga nos tempos de faculdade. Ou, por exemplo passear pela cidade e encontrar coisas inusitadas... :-)




Hoje (agora) estou a ir para Lisboa. (Sim, outra vez!) Vou regressar aos meus anos 90, vou regressar a casa de um outro modo. Desta  vez é para ficar durante 5 meses numa condição muito especial, estudando num programa internacional e com data marcada para voltar a casa. Chegarei com as memórias de aí ter vivo há 14 anos atrás e poderei passear pelas suas ruas de novo, com as pessoas que conheci lá fora e com uns olhos novos, mais crescidos, que falam mais línguas, que vêm mais cores.

Entretanto ficaram para trás várias viagens, interiores, exteriores, gigantescas. As principais foram depois de Lincoln, Aalborg (onde tinha um bocadinho de Copenhaga de vez em quando e uma pitada de Aarhus também), depois Paris e o verão em Copenhaga e uma das maiores de todos os #100happydays. Este post (re)abre este espaço e de todo o coração brinda à mudança! 




Uma das [muitas] vezes que mudei de casa tive que usar este modo criativo de transportar as coisas!