quarta-feira, 7 de março de 2012

Aos 30 viver uma paixão!



Sempre fui muito peculiar nas minhas escolhas e isso também se adequa às minhas interpretações. Interpreto conceitos de modo complexo e para mim muitas vezes não quer dizer bem o mesmo do que para os outros. Não considero o amor algo que se tenha de dar ao outro, ficando vazio de si mesmo, maltratando-se, não considero o amor dar postais e rosas vermelhas nem fazer declarações e jantares românticos. Considero sim, ser a maior expressão do amor, dedicar-se à vida de cabeça, pleno, inteiro... amor pela vida e pelas pessoas que nos rodeiam. Quando investimos tudo naquilo em que acreditamos isso é amor, e ontem foi daqueles dias, como nos episódios das séries em que a temática foi mesmo essa: o amor. O dedicar-se com paixão a cada coisa que se faz!

Comecei o dia com alguma tristeza vendo a reportagem da TVI sobre emigração que (coincidência! - para quem acredita no mero acaso) veio mesmo depois do post sobre Emigrar com Juízo - aqui. Mas até aí se vê a paixão pela vida, a vontade de não querer desistir, de lutar pela vida seja como for, ainda que isso nos levo ao abismo. 
Então fui ler o Público, ver fotos, ler os blogs, descontrair um pouco. E foi com agrado que descobri um antigo colega de "tempos de liceu", e com mais agrado ainda percebi que está dedicando a sua vida a vive-la inteira, fazendo aquilo que gosta. Ele descreve que "Agora, acordo feliz todos os dias. Ainda há pouco vinha a andar para aqui, a aproveitar o sol, e a pensar ‘já devia ter feito isto há mais tempo'" porque, de facto, quando nos dedicamos a viver uma vida dedicada ao que nos vai cá dentro, ao que nos é mais verdadeiro somos realmente felizes. Percebemos as coisas pequenas mas óptimas* que nos preenchem a alma, aproveitamos o sol e sorrimos a desconhecidos só porque sim. Vale a pena ler detalhes (aqui) sobre o projecto de desenhar o mundo nos próximos 5 anos. Em viagens duplas, à superfície da terra e até dentro de si mesmo, quer registar o mundo com calma, quer mergulhar em cada desenho sem ter a pressa stressada que caracteriza os infelizes. Correr para a nossa paixão não significa correr na vida ou andar depressa, às vezes é mesmo isto, conhecermos o mundo e a nós mesmos com calma. Podemos acompanhar a viagem do Luis Simões e ganhar em cada desenho seu a coragem de nos atirarmos nós à viagem da nossa vida, seja quando for... mesmo depois dos 30. 
Ontem foi também dia de celebrar os 30 anos de casados dos meus tios, outra prova viva de que quando se vive a vida com paixão conseguimos ser felizes. E isto não é só rosas, é saber saborear as coisas, perceber que há momentos para o doce e o salgado, que há coisas que temos que fazer com moderação mas que temos sempre que namorar um pouco. Tem que haver sempre um tempo para aquilo e para quem o nosso coração bate.

*continuo desacordando ortograficamente - o p do óptimo vai ser o mais difícil de largar! Eu leio-o!


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