Senti, pela primeira vez na vida, as pestanas a congelar, enquanto caminhávamos para a paragem de autocarro. O único que vai à mostra são os olhos! A imagem que aqui está é de uma saída de dia, onde as temperaturas, bem mais agradáveis, rondam os -5º, por isso à noite, para além disto, tenho o capuz do casaco posto e mais um cachecol por fora. Não sinto mesmo frio, além disso os autocarros são quentinho e confortáveis, quase todas as jovens (e eram muitas) que também usaram este autocarro, iam de mini saia... o belo do collants e umas peúgas/meias até ao joelho, de lã, a aquecer os pezinhos até entrar na disco!!!
É claro que para fazer isso terei que viver cá mais 10 anos até me habituar, e depois tenho que voltar a ir a discotecas...
No entanto, a bela da pestana é aquela fronteira entre o quente da minha respiração e o frio da rua... talvez por isso, como os seres fronteiriços que misturam as línguas, as pestanas aqui se manifestem assim, de modo estranho, fazendo-se sentir como nunca antes havia sentido as minhas pestanas.
Mais ou menos isto mas com casaco!
Já agora... Obrigado A. pelo jantar :)
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